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terça-feira, 12 de junho de 2018

GUIA COMPLETO: Copa do Mundo Russia 2018

Texto Equipe Alterna Fut
Imagens/Design: Yan de Abreu

Faltam poucos dias para a Copa do Mundo. Histórias serão feitas, esquadrões imortalizados, a lágrima da derrota e o sorriso da glória estarão presentes em terras russas. Não sabemos quem irá conseguir o que almeja e quem se decepcionará, mas trazemos um guia completo para que você possa se informar e saber sobre a preparação de cada seleção para o mundial.  

Clique na imagem ou no nome do grupo e uma nova aba se abrirá com as informações completas de cada País que está em busca da taça.   




            

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Alterna Fut 



quinta-feira, 7 de junho de 2018

Jairton Rocha: Quando a paixão pelo futebol supera todas as dificuldades


Atrofia muscular nos membros inferiores não impede torcedor de ir ao estádio.
Por Rodolfo Silva

Superação, amor pelo Coritiba e força de vontade, essas três palavras definem bem Jairton Rocha. Torcedor do coxa desde pequeno, jogava bola no interior do Paraná com o sonho de ser atleta profissional e um dia defender o clube do coração, mas um erro médico impediu seu sonho de ser realizado.

Jairton conta que convivia com uma dor na perna desde os 8 anos de idade e, segundo ele, “a dor incomodava, mas não me impedia de fazer tudo aquilo que eu gostava”. Goleiro nas peladas do interior, ele se inspirava no goleiro Jairo e sonhava em fazer o mesmo que o arqueiro: defender as redes do Coxa.


Jairton supera todas as dificuldades para ir ver seu time do coração. (Foto/ Arquivo Pessoal)

Mas aos 13 anos, porém, a dor que sentia na perna se agravou e a partir daí sua vida mudaria completamente. Ao buscar tratamento em um hospital em Paranaguá (interior do Paraná), Jaírton foi engessado: “Junto com esse gesso veio a grande fatalidade em minha vida, esse gesso se tratava de um macacão que vinha do tórax até as pontas dos pés, onde fiquei 45 dias sem poder me mover. Não via a hora de tirar aquele gesso, pois acreditava que voltaria a fazer aquilo que eu gostava”.

Porém, a realidade foi outra: ao retirar o gesso, o jovem estava totalmente incapaz de se locomover, seus membros inferiores estavam atrofiados e ele não era capaz de ficar em pé ou se sentar. O médico responsável pelo seu atendimento não deu qualquer explicação e ignorou seu próprio erro: “O médico virou as costas, e quando minha mãe pediu um laudo para que nós procurássemos outro médico, ele disse para nos virar e entrou em uma sala”, relata.

Sua família buscou tratamento em outros lugares, mas não obteve êxito. Aos 17 anos decidiu seguir sua vida assim, não quis mais tratamentos. Sempre temente a Deus, Jairton buscou sua força nas orações para superar os obstáculos que encontrava.

Aos 18 anos conheceu Solange, sua atual esposa, com a qual convive junto há 28 anos. Hoje o casal possui dois filhos: Jairton Da Rocha Júnior, 27 anos e Maikelly da Rocha, 21.


Jaírton Rocha com o apoio da família para ir ao estádio. (Foto: Arquivo Pessoal)

Apaixonado por futebol, Jaírton conta com o apoio da mulher e dos filhos para ir ao estádio apoiar o seu time do coração. Sua primeira partida foi no Couto Pereira, jogo pelo brasileirão em 2011 quando o Coritiba venceu o Santos por 1 a 0. A partir daí, Jairton pegou gosto pela coisa e virou figurinha carimbada nos estádios pelo Brasil, mesmo com as dificuldades de locomoção, viaja centenas de quilômetros para apoiar o time. A paixão é tanta que já viu o Coxa jogar em cinco estádios fora do estado: Arena Condá e Arena Joinville (SC), Arena Itaquera e Novelli Júnior (SP) e Caranguejão (PI).


Apesar de nos grandes estádios ter uma área especial destinada aos cadeirantes, Jairton prefere ficar na arquibancada junto com os torcedores: “Gosto de ficar no meio do povão, é mais emocionante” diz.

Para esse ano, Jairton garante estar confiante no acesso do Coritiba para a Série A e espera viajar para poder conhecer o estádio Orlando Scarpelli, em Santa Catarina. 

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A Equipe do Alterna Fut gostaria de deixar um agradecimento especial aos administradores do grupo “Manual do Jogador Ruim” no Facebook que auxiliaram o contato com o Jairton. 

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Segundona Cearense chega a sua fase decisiva


Definidos os semi-finalistas da Série B do Ceará!
Por Yan de Abreu

Imagem/Reprodução: Federação Cearense de Futebol
Após mais de dois meses de competição, a segunda divisão do Campeonato Cearense chega em seu momento de definição. Na tarde do último sábado (02/06), ocorreu a última rodada da segunda fase da competição e ocorreu a a definição do ultimo classificado para as semi-finais. As equipes que vencerem e se classificarem para a final, estarão garantidas no na elite do Campeonato Cearense em 2019.

Jogando no Estádio do Junco, em Sobral, o Guarany venceu o Pacajus por 1x0, resultado que eliminou o time da região metropolitana de Fortaleza. Com a vitória, o Bugre Sobralense, como é conhecido o Guarany, ratificou a boa campanha no estadual e terminou na segunda colocação do hexagonal.

Já no Estádio Lírio Callou - Inaldão, em Barbalha, o time que carrega o nome da cidade fez o clássico contra o Icasa, mas acabou saindo derrotado pelo placar de 2x1. Apesar da derrota, o Barbalha terminou na liderança do hexagonal. Com a vitória, o Verdão do Cariri conseguiu a sua classificação para a fase decisiva da competição.

Encerrando os confrontos, o Caucaia recebeu o União no Estádio Raimundo de Oliveira e em um jogo emocionante, a partida terminou em um espetacular 3x3. Esse empate pouco significou para o Caucaia que terminou na terceira colocação, enquanto o União terminou eliminado, na quinta posição.


Semi-finais:

As semi-finais reservam confrontos entre dois times tradicionais no futebol cearense e dois clubes em acessão na piramide do campeonato. O Barbalha novamente irá se defrontar com o Icasa, em um clássico que deve agitar a região do Cariri cearense. Na outra chave, o tradicionalíssimo Guarany de Sobral irá medir forças contra o bem estruturado Caucaia FC. Os vencedores irão disputar o título de campeão cearense da segunda divisão e garantirão o acesso ao Campeonato Cearense de 2019.




Rebaixados:

As equipes que foram rebaixadas à terceira divisão foram o Aliança, que somente jogou a primeira partida da competição, abandonando a competição logo depois, e o Itapipoca FC.


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Figueirense vence Social nos pênaltis e é campeão do Master de SJDR


Tigre do Bom Pastor toma empate no fim do jogo, mas não se abala e sai com o título.
           
Por Rodolfo Silva

Os quarentões de São-João Del Rei decidiram em Abril tirar as chuteiras do armário nos finais de semana para disputarem o Campeonato Master. No último domingo (20), o Figueirense enfrentou o Social no Estádio Paulo Campos pela final da competição e abriu o placar logo no início da primeira etapa, tomou o empate, fez 2 a 1, mas sofreu um gol aos 48 do segundo tempo levando a partida para os pênaltis. 

O Tigre do Bom Pastor, como é conhecido, não se abalou com o gol sofrido no fim e bateu a equipe socialina por 4 a 3 nas penalidades conquistando o troféu do campeonato. 

Nenem Varzeano, treinador do Figueirense, comentou sobre o título “A satisfação (de ser campeão) é a melhor possível. A equipe do Social é muito boa, infelizmente tomamos um gol no finalzinho, mas com muita competência conseguimos ganhar nos pênaltis. Devido a campanha que fizemos, o título tá entregue em boas mãos.” afirma o técnico." 


Equipe do Figueirense comemora o título  



O JOGO

Logo no primeiro minuto de jogo, o Figueirense marca: após levantamento na área, o atacante Serginho escorou de cabeça para marcar Figueira 1 a 0 Social.

Cinco minutos depois o Social quase empatou com Revelino, o atacante recebeu na frente e bateu forte, mas o goleiro Cotonete fez a defesa.

Aos 12, nova chance para Revelino, que dessa vez não perdoou: o camisa 9 dividiu com a zaga, ficou com a bola e bateu firme, Cotonete espalmou e no rebote o atacante empatava o jogo. Figueirense 1 a 1 Social

Depois do gol, o Xavante do Matosinhos se animou e teve maior volume de jogo na primeira etapa, aos 36 minutos Revelino aproveitou a sobra de bola na esquerda e bateu cruzado, mas o chute foi para fora.

O segundo tempo começou morno e com muitas faltas, o Figueirense mantinha a posse de bola e possuía maior volume de jogo, mas não conseguia criar chances claras.

Aos 24 minutos o zagueiro William cometeu pênalti em Serginho e foi expulso após tomar o segundo amarelo. Na cobrança, Éssio bateu forte, marcou e colocou o clube na frente do placar, Figueirense 2 a 1 Social.

Depois do gol, o jogo esfriou: o Tigre do Bom Pastor com um a mais em campo, passou a cadenciar o jogo e esperava pelo apito final.

A partida só voltou a ficar animado nos acréscimos, quando o Social fez uma blitz ofensiva no campo de defesa do Figueira e marcou aos 48 com Tiqueira que finalizou dentro da área sem chances para o goleiro.

Aos 49 a partida terminava e a decisão ia para os pênaltis. 

Nos penais, o goleiro Cotonete, do Figueira, brilhou e pegou as cobranças de Nei e Ricardo (2º e 3º a baterem pelo clube xavante). As defesas do goleiro do alvinegro do Bom Pastor garantiram o título a sua equipe se tornava campeã do Campeonato Master 2018.

O treinador do Social, Derson, enalteceu o rival “O time hoje (Social) não foi bem, o Figueirense teve mais garra e foi merecedor do título”

Troféu Dona Mariinha:

A Liga Municipal de Desportos (LMD), organizadora do torneio, decidiu homenagear a Dona Mariinha (Maria de Oliveira Santana Rocha), levando seu nome aos Troféus da Competição.

Troféus carregaram o nome de Dona Mariinha (Foto: Alexandre Eloy)

Dona Mariinha faleceu no dia 21 de Fevereiro desse ano (2018) e foi uma pessoa muito dedicada e ligada ao esporte em São João Del Rei, sempre apoiou seus filhos e netos a praticarem Futebol na cidade. Mariinha foi mãe de Sérgio Santana da Rocha e avó de Paulo Sérgio Rocha (treinador de goleiros do Athletic), de Mateus Rocha (treinador do Bonfim no amador e do Americano no Master) e de Thiago Galhardo (hoje no Vasco da Gama-RJ).

Mateus, neto de Dona Mariinha comentou sobre a homenagem a sua avó: “Minha avó foi vivida no esporte, ela era do Bonfim (bairro), e sempre incentivou as crianças. Ela gostava muito das amizades no futebol. Foi uma pessoa muito querida e merecia essa homenagem. Ela faz muita falta para a gente.”


domingo, 20 de maio de 2018

O treinador, a cultura e o idioma: A aventura brasileira na Terra da Rainha


A grande valorização dos treinadores e o insucesso tupiniquim em terras europeias. 
Por Gustavo Forapani
Os clubes de futebol têm se tornado organizações cada vez mais valiosas

       Quando falamos em organizações, logo nos vêm à cabeça a imagem de grandes empresas, corporações e multinacionais que habitam o imaginário comum da população, entretanto uma forma organizacional que foi sistematizada no século XX e tem ganhado força incrível desde o início dos anos 2000, - não é muito recordada enquanto organização -, são as organizações ligadas ao esporte. Atualmente, as grandes instituições esportivas surgem como organizações fortíssimas e verdadeiras máquinas lucrativas, principalmente as instituições iniciadas nos EUA e na Europa que surgem como organizações fortíssimas por todo o planeta.

Portanto, como todas as organizações mundiais, as relacionadas ao esporte possuem estrutura definida com relação à cargos, processos de tomada de decisão, entre outro. Partindo de uma hierarquia verticalizada, as organizações esportivas são divididas em cargos como proprietário, presidente, conselho, diretoria, comissão técnica, atletas, entre outros. Todos esses cargos possuem sua importância em maior ou menor escala, e, abordando especificamente o futebol, pode-se perceber que nos últimos anos um dos cargos tem ganhado bastante notoriedade e importância, é o cargo de treinador. Antes pouco importante e responsável apenas por “colocar os jogadores em campo”, hoje os treinadores recebem salários astronômicos e são tratados diversas vezes como estrelas em detrimento aos demais jogadores, sofrem grande pressão e estão quase sempre a mercê dos resultados.       

Mas, qual o motivo dessa valorização recente dos treinadores? Um dos pontos que pode ajudar explicar isso, está diretamente ligado à globalização constante, pois é cada vez mais comum vermos atletas de diferentes nacionalidades atuando juntos em determinado país, portanto o treinador precisa além de armar sua equipe, criar meios que possibilitem que pessoas tão diferentes trabalhem juntas sem criar atritos excessivos. Na Europa e na antiga América Espanhola, é comum a atuação de profissionais desta área em outros países, a língua comum e a proximidade geográfica entre os países em cada uma dessas regiões facilitam a adaptação do profissional ao local e seu melhor desempenho.     

Já, ao abordar o Brasil, não se percebe o mesmo sucesso dos treinadores em diversas partes do mundo, em partes pelo atraso técnico que eles possuem, mas também pela dificuldade de adaptação ao novo local de trabalho, pois apesar de muitos treinadores brasileiros serem limitados, há uma minoria competente e com trabalhos reconhecidos no país que acabaram falhando em solo estrangeiro.

Dois casos famosos de brasileiros que fracassaram em clubes europeus são Vanderlei Luxemburgo em sua passagem por Madrid e Luiz Felipe Scolari (Felipão) em Londres. O primeiro chegou com status de penta campeão brasileiro para dirigir o Real Madrid e não conseguiu ser campeão nacional pelo clube merengue, acusado de favorecer brasileiros do elenco em detrimento ao resto do time foi dispensado logo ao fim da sua primeira temporada pela equipe da capital. Se a campanha não foi brilhante, também não foi desastrosa: o técnico garantiu um honroso vice-campeonato espanhol.

Scolari à beira do gramado em um de seus jogos em sua péssima passagem por Londres

O grande fracasso brasileiro na Europa foi o de Scolari no Chelsea, o treinador brasileiro durou apenas quatro meses e seu fracasso foge do campo técnico e pode ser entendido também como uma falha na administração do elenco: responsável por administrar um dos grupos de atletas mais heterogêneos do mundo, - europeus, americanos, africanos e outros -, o técnico brasileiro foi “fritado” pelas principais estrelas da equipe e os jornais o acusaram de não saber lidar com o idioma do país. Partindo de uma lógica pós-modernista pode-se afirmar que não saber o idioma inglês foi uma barreira importante, mas o grande problema foi não entender a cultura do país e de seu grupo de atletas. O não entendimento do idioma foi uma conseqüência apenas. O treinador errou ao entender o clube como algo lógico e previsível igual a qualquer outro clube brasileiro, ou seja, ignorou a premissa do Homem enquanto imprevisível e não se preocupou em entender a cultura londrina e a cultura específica do time.

No próprio Brasil podemos ver algumas diferenças culturais que muitas vezes atrasam a adaptação de atletas e treinadores à diferentes locais, portanto deve-se partir da ideia do interpretativismo enquanto forma de integração cultural, para o profissional se adaptar à outra região geográfica ele deve entender a cultura e seus detalhes particulares, uma ideia interessante poderia ser adaptação ao local antes do início do trabalho, mas nesse mundo “acelerado” a experiência e o aprendizado devem ser ao mesmo tempo em que o trabalho é realizado. 

Como diz Humberto Gessinger em uma de suas músicas, “não há tempo perdido, não há tempo à perder”, ou seja, as missões inglórias dos brasileiros no exterior devem ser consideradas enquanto aprendizagem em um sistema de circuito duplo a fim de que os mesmos erros não sejam cometidos pelos brasileiros ou por qualquer outro povo e todos conquistem seu lugar ao sol, valorizando a diversidade, mas sempre contribuindo com suas particularidades culturais.
           

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